domingo, 29 de julho de 2012

Era tudo Heavy Metal farofa


Lá pela metade dos anos 80 apareceram bandas que traziam uma nova releitura do glam-rock. Exagerando mais ainda no visual, e um som mais pesado, do que seus modelos dos anos 70, o estilo, portanto, passou a ser chamado de glam-metal.

Enquanto o New York Dolls pareciam travestis sujos e malvados e tocavam um rock and roll de garagem, a nova turma glam estava mais para boneca barbie e lavavam os cabelos com Grecin 2000 – daí o termo Hair Metal, na verdade um termo depreciativo. O pessoal do Trash Metal tachava-os de posers ou falso-metal. Bobagem! A música muitas vezes não passava de um Hard Rock pomposo, com muitas power ballads.

Por outro lado, desenvolveu-se nesse meio um outro subgênero o Pop-Metal - bandas com visual menos andrógino e com letras visando menos sexo, bebedeiras e festas. Talvez a banda que melhor traduz esse estilo seja os ingleses do Def Leppard. Eles começaram com uma pegada bem New Wave of British Heavy Metal (NWBHM), mas, aos poucos, foram se adaptando cada vez mais à música pop radiofônica. Era uma versão mais comportada do glam-rock, misturando-se com o rock de arena e AOR dos anos 70. Tira as guitarras dessas bandas. Coloque teclados no lugar. E o que vira? Boys bands.  Bandas que seguiram essa linha são: Firehouse, Warrant, Europe e Autograph, entre outras.

No início da década de 90, com apogeu do grunge e do rock alternativo, tanto o glam-metal e o Pop-Metal entrou em decadência. Poucos sobreviveram como Bon Jovi, que souberam adaptar ao estilo pop de FM e dar uma mexida no visual. Mas a maioria pendurou as guitarras como Nitro, Poison, Cinderella, White Lion, etc.


Mas entre 1985 a 1988 o sucesso desses dois estilos foram tão grandes que até bandas consagradas no Heavy Metal, para conquistarem o mercado norte-americano,  começaram a adaptar o visual (hair metal), recheando seus álbuns de baladas, teclados e muita pose. Ozzy Osborne (fase Ultimate Sin), Judas Priest (fase Turbo), Kiss (Animalize) e Whitesnake foram artistas ingleses que entraram nessa onde por um curto período.

Abaixo algumas bandas de ambos subgêneros do Heavy Metal, embora muitas vezes esse estilos se misturavam.

Bandas de Glam-Metal

Twisted Sister

Nitro
Cinderella
Steel-Panther

Madam X

Bandas de Pop-Metal


Europe
Firehouse
Warrent


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mick Jagger faz 69 anos




Hoje é aniversário de Mick Jagger, agora Sir Mick Jagger, desde que fora condecorado pela rainha Elizabeth II. Um dos maiores showman da música, além de ser um grande cantor e compositor. Também não se pode ignorar que Mick sempre foi muito antenado às novas tendências da música e da moda – o cara acompanhou tudo que surgiu desde o final dos anos 50. Conheceu Little Richards ainda no auge, visitou os Beatles enquanto gravavam o álbum Revolver, rebolou nas discotecas (Studio 54), e fez questão de conhecer Marc Bolan à época do T. Rex, o que o fez adotar um visual glam por um período.

Portanto, o mais vaidoso dos Stones foi homenageado pelos badalados do Maroon 5, com a música Moves Like Jagger.É muito legal, e mostra várias fases do boca-de-borracha. Além de mostrar várias pessoas brincando de ser Mick Jagger.



De todos os membros do Rolling Stones, é ele que sempre procurou mais se atualizar musicalmente. Tanto que recentemente montou o supergrupo Super Heavy ao lado de Damian Marley, Joss Stone, Dave Stewart e o indiano A.R. Rahman.



Jagger além de partir para uma carreira solo nos anos 80 também se enveredou pelo cinema - Performance (1968), Ned Kelly (1970). Freejack (1992), Bent (1997) e The Man From Elysian Fields (2001).

Agora, aproveitando o ano de comemoração do cinqüentenário dos The Rolling Stones, o jornalista Christopher Andersen lança livro com cara de polêmica, “Mick: The Wild Life and Mad Genius of Jagger” (“Mick: A Vida Selvagem e o Gênio Louco de Jagger”) no qual revela que ele teve encontros amorosos com David Bowie e a princesa Margaret, irmã da rainha Elizabeth da Inglaterra.


Quanto ao lance com David Bowie não é novidade para quase ninguém. Ângela Bowie, ex-esposa de David Bowie, já havia dito no livro Backstage Passes (1993) que havia pegado Mick e Bowie na cama.

Maldoso mesmo foi Keith Richards, na autobiografia Vida (2010) ao dizer que o pirulito do Mick era pequeno – ele já pediu desculpas ao amigo. Mas pior foi quando disse uma vez, quando estavam gravando na Jamaica, que Mick saia à noite procurando por negões! Ah... A gente sabe que ele sempre gostou de uma neguinha, mas negão, Sir Jagger?

terça-feira, 24 de julho de 2012

Não reclame da duração dos shows de rock

Hoje, às vezes, ouvimos algum pentelho reclamar que o show de algum grupo de rock foi muito curto, que a banda tocou apenas por uma hora, e, portanto, se acha injustiçado por isso. Aí, fico pensando... se tal sujeito tivesse vivido nos anos 70, época na qual, lá pro meio do show, você tinha que agüentar enormes solos de bateria – uns duravam até uns 30 minutos como era o caso de John Bonham do Led Zeppelin – e depois era a vez do guitarrista mostrar serviço – e lá se vai mais 10, 20 minutos. E quando o baixista também resolvia fazer suas gracinhas no baixo? Gene Simmons do Kiss era um desses. Portanto, você em média assistia pelo menos uns 30 minutos de pura enrolação.

Eram assim os shows de rock até meados dos anos 80. Hoje ainda se vê solos de bateria e guitarra em shows, principalmente bandas de Hard Rock e Heavy Metal; no entanto, bem mais curtos. Esses exibicionismos musicais começaram com os power trios no final dos anos 60 e teve seu auge na primeira metade de década de 1970. Até bandas de rock progressivo gostavam de exibir virtuosismo; era o caso do Emerson, Lake & Palmer, por exemplo.

Assista abaixo algumas enrolações







domingo, 22 de julho de 2012

Eletrocutados (ou quase) pelo Rock´n´Roll


No mundo do rock não foi só as drogas e a bebedeira que levou muito artista bom para o outro lado. O Rock´n´Roll  por meio de seus instrumentos elétricos já eletrocutou alguns sujeitos legais, e outros deixaram marcas indeletáveis. Vou falar de alguns que lembro terem sidos eletrocutado por seus instrumentos. Sei que tem muito mais, mas minha memória não anda lá grande coisa.

Keith Relf
Keith Relf
Keith Relf não é um nome muito famoso, mas sua banda Yardibirds sim. Foi nessa banda de blues (pelo menos no início) que passou três guitarristas famosos: Erick Clapton, Jimmy Page e Jeff Back. Relf foi o vocalista e gaitista do grupo. Ele saiu banda em 1970 e junto a outro ex-Yardbirds, Jim McCarty fundou o Renaissance – aquela banda famosa de folk-progressivo, mas com uma formação totalmente diferente daquela com Annie Haslam.

Como a antiga formação durou apenas dois álbuns  - The Renaissance (1969) e Illusion (1971) -, Keith Relf, em 1975, montou uma banda bem diferente, seguindo uma orientação hard rock. Era o Armageddon. Logo depois de lançar um único álbum com a banda, Relf foi encontrado morto em seu estúdio caseiro, eletrocutado pela sua guitarra.

Gary Thain
Gary Thain – Era baixista da fase áurea do Uriah Heep, famosa banda de hard rock dos anos 70 – hoje eles ainda insistem com a carreira. Esse quase morreu em cima do palco devido a um choque violento em uma apresentação em Dallas. Mas o que o matou, anos depois, foram as drogas. Dizem que ele pegou medo de palco depois do ocorrido.

Leslie Harvey – Era irmão de Alex Harvey, líder da famosa banda Alex Harvey Band. Este morreu em pleno palco em 1972.


Ace Frehley – O mais famoso guitarrista mascarado do Kiss. Ace por pouco não morreu eletrocutado em pleno palco em 1976 ao pisar num cabo de iluminação em curto-circuito. Ele chegou a desmaiar no palco.

O choque acabou virando música em suas mãos: Shock Me, escrita e cantada por ele. Está no álbum Love Gun, de 1978.



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Quando Paramahansa Yogananda pirou a cabeça de Jon Anderson do Yes




Qualquer fã do Yes sabe que Jon Anderson sempre gostou de hinduismo – o cara chegou a dizer que foi morador de Atlântida, curandeiro na China e professor de piano na França. Só que em 1973, Jon entretido com a leitura do clássico “Autobiografia de um Yogue”, publicado em 1946, de Paramahansa Yogananda, exagerou na dose e afastou Rick Wakeman, um convicto cristão, que não estava curtindo nada daquelas ideias. Dizem que também que Wakeman estava mais preocupado com sua carreira solo em ascensão.

Depois do lançamento de Close to the Edge (1972), o cantor Jon Anderson estava procurando um tema para a composição de um álbum ambicioso. Uma noite, em março de 1973, durante a turnê no Japão para promover o último álbum, Anderson encontrou-se “preso ao rodapé da página 83” de Autobiografia de um Iogue por Paramahansa Yogananda , que descreve quatro shastras: escrituras que cobrem religião , arte, vida social, medicina, música e arquitetura. Anderson foi apresentado ao livro de Yogananda na recepção do casamento do ex-baterista do Yes, Bill Bruford, por Jamie Muir, o percussionista King Crimson.

O álbum que se chamaria Tales from Topographic Oceans foi oncebido em quatro longas peças The Revealing Science of God (Dance of the Dawn): Shruti; The Remembering (High the Memory): Smriti; The Ancient (Giants Under the Sun): Puranas; e Ritual (Nous Sommes du Soleil): Tantras.

O álbum não vendeu o esperado e muito menos repetiu o sucesso de Close to the Edge. A crítica, em sua maioria, desse o pau no trabalho até hoje. Exagero, o álbum é muito bom, o que acontece é que se generalizou que o trabalho é ruim, e muitos nem têm o cuidado de ouvi-lo com a atenção que merece.

Pior que a maioria dos membros do Yes não curtiram Tales from Topographic Ocean, tanto que Rick Wakeman pulou fora; apenas Steve Howe teve um pouco mais de aceitação com as viagens espirituais de Jon Anderson.

Fico pensando: será que Yogananda iria gostar do álbum? Pode ser... Títulos como “A Ciência Reveladora de Deus” parece até nome de livros do mestre iogue.  As letras de Jon demonstram que ele entendeu muito bem os ensinamentos de Parahamansa Yogananda. Pelo menos Jon Anderson está salvo.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O rock´n´roll vai acabar quando o The Rolling Stones e o AC/DC pendurarem as chuteiras


Às vezes eu acho que o rock´n´roll vai acabar com o fim de bandas como o AC/DC e The Rolling Stones. Ambos os grupos já tão bem velhinhos; tudo bem que os caras do AC/DC são bem mais novos do que qualquer Stone, no entanto, convenhamos, eles agüenta por quanto tempo fazer aquele som super elétrico e inquieto? Pois é, um show do AC/DC exige muito mais dos integrantes do que dos Rolling Stones.

E Angus Young? Com 57 anos de idade ele agüenta se manter frenético até quando em cima do palco? A gente sabe que não existe nada mais eletrizante do que um show do AC/DC. É bom lembrar também, no caso do Rolling Stones, que Mick Jagger mantém o rebolado nos shows por quase duas horas.

Os Rolling Stones têm 50 anos de carreira, o AC/DC 40 anos, a diferença não é tanto assim. Ambas as bandas falam em lançar álbuns novos – é a velha desculpa para sair em turnê. O AC/DC diz que tocará aqui no Brasil em 2013 (última turnê?)

Quem representará o rock´n´roll para a massa pop? (no underground sempre existirá bandas de rock) O U2? Grande banda, mas eles têm muito mais de pop do que de rock. Nem penso em citar Coldplay - aquela banda que faz música com Rihanna. Recentemente descobri que ela é do signo de Aquário, o que significa que pelo menos algo nela presta.

E não é que os Rolling Stones já se encontrou com o AC/DC na Lick Tour (2003)?